Operação investiga sonegação fiscal e lavagem de R$ 2 bi na Bahia

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Foto: Alberto Maraux / SSP/BA

A Operação Grande Família, deflagrada na manhã desta quarta-feira, 16/12, pelas Secretarias da Segurança Pública e da Fazenda, além do Ministério Público Estadual, cumpriu mandados de busca contra grupo suspeito de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.

Ordens judiciais foram expedidas para as cidades de Salvador e Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo. As empresas investigadas são do ramo atacadista de alimentos.

Participam da operação equipes da Ceccor-LD (Coordenação Especializada de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro), através da Dececap, ambas do Draco, da COE, da PM, da Sefaz e do MP.

Valores

Repasses entre contas bancárias que superaram a cifra de R$ 2 bilhões chamaram a atenção das equipes da Polícia Civil e motivaram o início das investigações que culminaram com a deflagração da Operação Grande Família. Com integrantes de um grupo de empresas atacadistas de alimentos, equipes das Secretarias da Segurança Pública e Fazenda e Ministério Público apreenderam aparelhos eletrônicos, documentos e joias.

Foram bloqueados 21 milhões em contas bancárias dos investigados e sequestrados imóveis e carros por determinação judicial. Os responsáveis pelas empresas são também investigados por crimes contra o fisco estadual cometidos desde o ano de 2010. “Passamos a acompanhar esse grupo a partir do mês de outubro deste ano. Entre 2012 e 2019, através de análise bancária, percebemos as transferências de grandes montantes entre os sócios, que são parentes, indicando a possibilidade de lavagem de dinheiro”, destacou a delegada Larissa Barros, integrante da CECCOR-LD.

Documentos e aparelhos eletrônicos (celulares, tablets e computadores) são os principais itens de interesse para a investigação. O grupo de empresas alvo da operação é suspeito de sonegação de impostos e de lavagem de dinheiro.

Fonte: Ascom SSP/BA

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