Papa Francisco faz Via Crucis apenas com profissionais da saúde e ex-detento

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Cerimônia normalmente é realizada no Coliseu, em Roma, mas, para evitar a propagação do coronavírus, o local foi substituído pela Praça de São Pedro

O Papa Francisco presidiu a procissão da Sexta-Feira Santa na presença de profissionais da saúde do Vaticano, diante de uma esvaziada Praça de São Pedro, já que a população não está autorizada a sair da quarentena. A cerimônia normalmente é realizada no Coliseu, em Roma, mas, para evitar a propagação do coronavírus, o local foi substituído.

Participaram da Via Crucis dois médicos, um ex-detento, um capelão da prisão de Pádua, um policial e enfermeiras.

Durante a procissão, Francisco ouviu mensagens sobre sofrimento sendo lidas. Entre eles, reflexões de presos, de uma família que perdeu a mulher por violência doméstica, da mãe de um detento e da filha de um homem condenado à prisão perpétua.

Em outra quebra de tradição, o papa não realizou uma homília no final da procissão de 90 minutos. Ao invés disso, ele rezou em silêncio durante alguns minutos com a cabeça baixa e mãos cruzadas diante de um crucifixo que havia sido transportado em Roma durante o início do século XVI, quando a cidade estava sofrendo em decorrência de uma praga.

Sobre o coronavírus, Francisco se pronunciou mais cedo, a um programa de talk show italiano. Ele disse que a pandemia alertou as pessoas sobre o perigo de pensar em si mesmas como poderosas. Em sinal de obediência a Deus, Francisco se abaixou no chão da basílica.

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