Petrobras reajusta preços da gasolina e do diesel

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Empresa aumentou preço nas refinarias em 2,8% ontem, 18/11, e diz que política segue os princípios da paridade de importação; associação afirma que houve alta de 6% no preço no mercado internacional entre o reajuste anterior até o aumento de segunda

Depois de mais de 50 dias sem reajustar o preço da gasolina nas refinarias, a Petrobras anunciou na segunda-feira (18) uma elevação de 2,8% no valor do combustível. O aumento ocorre após importadores apontarem que a elevação nos preços internacionais da gasolina implica em uma defasagem, conforme disse uma associação do setor.

O último reajuste da gasolina havia ocorrido em 27 de setembro. Desde então, a ausência de reajustes era considerada crítica pela Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), de acordo com a agência Reuters. A entidade apontou uma elevação de 6% no preço da gasolina no mercado internacional desde o último ajuste feito pela Petrobras até esta segunda. A associação foi criada em julho de 2017 e atualmente reúne 9 empresas importadoras com atuação no país.

Já o diesel – combustível mais comercializado do Brasil – sofreu reajuste de 1,2% ontem nas refinarias.

“Com o avanço do câmbio e preços da commodity, o custo do produto teve alta 4,4%. Apesar da expectativa de atualização nos preços domésticos ainda na última sexta-feira, estes foram mantidos”, disse a Abicom, em nota, apontando ainda “ajuste necessário da ordem de R$ 0,10 por litro”.

O que diz a Petrobras

Procurada pela agência Reuters, a Petrobras reiterou em nota que sua política de preços para a gasolina e o diesel segue os princípios da paridade de importação, formada pelas cotações internacionais destes produtos mais os custos que importadores teriam, como transporte e taxas portuárias.

A empresa ressaltou, no entanto, que “o preço de paridade de importação não é um valor absoluto, único e percebido da mesma maneira por todos os agentes”.

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