PGR arquiva uma representação contra Bolsonaro por duplicidade

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Jair Bolsonaro, presidente da República

A Procuradoria-Geral da República informou em nota que um grupo de ex-procuradores se equivocou ao reclamar do arquivamento sumário de uma representação contra o presidente Jair Bolsonaro.

Na segunda-feira, 1º/2, a ex-procuradora federal Debora Duprat tinha um e-mail informando que, por ordem do chefe de gabinete do Procurador-Geral da República, Augusto Aras, a manifestação protocolada contra Bolsonaro teria sido arquivada sumariamente.

Os ex-procuradores, então, reclamaram do ocorrido, argumentando que era inadmissível um arquivamento sumário da representação resumido a três linhas, quando não haveria nenhum outro pedido similar em tramitação.

Segundo a PGR, no entanto, o processo foi, na verdade, protocolado em duplicidade. “Por falha do responsável por protocolar a representação, que pode ter pressionado o botão mais de uma vez, ou do próprio sistema, o documento chegou ao órgão em duplicidade, tendo sido arquivado somente o que foi protocolado de forma repetida, conforme informado aos autores da representação. Trata-se de um procedimento padrão”, afirmou o órgão em nota.

“A representação, subscrita por membros do Ministério Público Federal e da Justiça, está tramitando normalmente na PGR, sob análise da assessoria criminal”, completou.

Na representação, que, portanto, continua tramitando, os ex-procuradores dizem que o presidente cometeu crime contra a saúde pública e apontam uma série de condutas que Bolsonaro teria adotado “para retardar ou mesmo frustrar o processo de vacinação” contra a Covid-19.

Assinam a peça os ex-procuradores federais Alvaro Ribeiro Costa, Wagner Gonçalves; do ex-PGR, Claudio Lemos Fontelles; do subprocurador-geral aposentado, Paulo de Tarso Braz Lucas; e do desembargador aposentado do TRF-4, Manoel Volkmer de Castilho.

Há ainda uma outra representação com o PGR, ajuizada pela AJD (Associação Juízes para a Democracia). O grupo de magistrados reclama de desobediência às recomendações da OMS para prevenir infecções e minimizar o impacto da crise de saúde no Brasil. A condução de Bolsonaro é caracterizada como desastrosa.

Fonte: Conjur

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