Presidenciável Geraldo Alckmin assume PSDB

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O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin foi eleito presidente do PSDB, partido que espera retomar o poder no Brasil nas eleições de 2018

Levantando a bandeira dos dois mandatos do presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), o PSDB pretende ganhar terreno no centro do espectro político, em um ambiente polarizado entre a esquerda, dominada pelo ex-presidente Lula (2003-2010), e a extrema direita, do deputado e ex-militar Jair Bolsonaro.

“Vamos mudar este país”, disse Alckmin, de 65 anos, após ser proclamado presidente do partido em sua convenção nacional, realizada no sábado em Brasília. Alckmin, que aparece como o candidato mais provável do PSDB à Presidência, apesar de atualmente contar com apenas 7% das intenções de voto.

Embora tenha sido eleito quase por unanimidade como presidente do PSDB, Alckmin ainda deverá enfrentar uma disputa interna para ser oficializado como candidato à Presidência. E o PSDB deverá fazer alianças com outros setores para assegurar a vitória em outubro de 2018.

Com um discurso que propõe modernização, desburocratização e reformas das bases econômicas do Brasil para que o país volte a crescer, o partido também aposta em reconquistar um eleitorado profundamente desiludido.

Em discurso neste sábado, o ex-presidente FHC disse acreditar no povo e no Brasil. “Sei que muita coisa foi errada, mas temos forças suficientes para reconstruir o PSDB”, declarou. Mas, para isso, “é preciso escutar o povo”, afirmou.

Alckmin, que disputou e perdeu as eleições no segundo turno contra Lula em 2006, está entre os investigados pela Operação Lava Jato por suspeita de receber dinheiro da empreiteira Odebrecht.

Lula aparece com 36% das intenções de voto, seguido por Bolsonaro, com 18%, e pela ambientalista Marina Silva, com 10%.

Doria nega candidatura

Após meses de mobilização na tentativa de viabilizar seu nome para as eleições presidenciais de 2018, o prefeito de São Paulo, João Doria, disse que nunca anunciou ser pré-candidato à Presidência PSDB. “Sou prefeito eleito da maior cidade brasileira e, como tal, vim aqui a esta convenção, e agora também como membro da Executiva Nacional do PSDB”, afirmou. Ele negou também ser pré-candidato ao governo de São Paulo. “Sou candidato a prefeito da cidade de São Paulo, a prosseguir fazendo meu trabalho, como prefeito eleito com 3 milhões de votos”.

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