Riachão do Jacuípe: A imprensa não tem culpa de desmandos; vereadores precisam obedecer as leis e serem éticos

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Fotos: Eliete Cordeiro - Equipe IC

NR.: O homem público precisa ter coerência, honestidade, sensatez, serenidade e não deve, ou não pode, usar o erário para se beneficiar e muito menos se locupletar. A fala do homem público temporário e que exerce o cargo de presidente de um dos três poderes da República (produzida na Tribuna da Casa, repercutida pelo Imprensa Cheque, capitaneada por uma jornalista respeitada por quem tem sã consciência constante, e que lidera jovens estudantes e pregam igualdade, e reproduzida por nós do tudonews.com.br) foi, acima de tudo, desrespeitosa porque atirou contra os colegas que, segundo ele, seriam iguais na hora de abusar do cargo que exercem ao utilizar verba (carro, gasolina e motorista) para afazeres pessoais. E tem certeza das práticas ilícitas tem obrigação de acionar a Justiça sob pena de não prevaricar.

Antes de atacar a imprensa que reproduziu um áudio da Tribuna da Câmara, os vereadores precisam se explicar e investigar se são ou não o que o sr. Toninho afirmou que são.

Hoje, na segunda sessão depois da fala desastrosa e de uma quase o ‘mea culpa’ do senhor Toninho da CTI, ou CPI, no dia 4 último, os vereadores agredidos moralmente têm obrigação de se posicionar contrários veementemente e não aceitar apenas um quase pedido de desculpas porque a Bahia e o Brasil têm quase certeza que, pelo menos a maioria, e não todos, são comuns à prática de improbidade, para ser ameno, porque fica parecendo que todos meios justificam os fins.

Se assim agirem, saem na frente na disputa de uma reeleição porque o cidadão sem mandato na Câmara de Riachão do Jacuípe que pretende ser candidato a vereador em 2020 e nas eleições seguintes, não terá dinheiro público para conquistar eleitores, principalmente, fragilizados quando em situação difícil ou crítica e que, usando o bem público, e também essas mordomias e regalias e ganham a simpatia pelo favor que prestam em razão da cidade que representam com dinheiro da Câmara.

Ou os vereadores abrem uma CPI ou quem não assinar o pedido concordam com o Toninho CTI: todos usam mesmo desse expediente inescrupuloso.

Yancey Cerqueira

Radialista DRT/BA 06

Abaixo texto atualizado do Imprensa Cheque: https://imprensacheque.blogspot.com/2019/07/riachao-em-tom-mais-ameno-sessao-da.html

O presidente Antonio Walter (PSC), na Câmara de Vereadores de Riachão do Jacuípe, na Bacia do Jacuípe a 186 km de Salvador, voltou à tribuna no último dia 4 com um tom bem mais ameno e direciona aos colegas quase que um pedido de desculpas, mas dessa vez, dispara contra o veículo de Comunicação, nós, Imprensa Cheque, por apurarmos com os demais vereadores todas as denúncias por ele anunciadas na sessão do dia 27, vazadas em áudio e veiculadas nas redes sociais.

Na referida reportagem, embora alguns vereadores tenham preferido não se pronunciar, todos foram oportunizados a se defenderem, de oposição a situação, inclusive ele, o presidente que também foi procurado pelo IC (Imprensa Cheque) para se retratar com os colegas, e esse mesmo meio de comunicação na sessão desta quinta, foi por ele acusado de “parcial e oportunista”.

Quem foi na última quinta-feira, dia 4, à Câmara ver o desdobramento à altura das denúncias feitas pelo presidente da Câmara, na sessão anterior do dia 27 se frustrou. Pois o tom foi de amenidades, exceto, os vereadores que não se curvaram ao debate e se defenderam das acusações reforçando que estão abertos a qualquer tipo de investigação. O vereador José Silvestre (PTB) se defendeu e pediu que o presidente provasse as acusações, além disso, trouxe denúncias de gastos atuais e indevidos da Câmara (para saber mais acessem: https://www.facebook.com/zil.debarreiros).

Os vereadores Adonias Alves (PSD) e Robson Rogério (PP), também se posicionaram sobre as denúncias, mesmo que em tom mais ameno, em relação ao de Lucas William- PSB, Catarina Roma-PDT, Zil de Barreiros (PTB) e Nem de Aureliano (PDT).

O presidente da Câmara desdenha da Imprensa Cheque e assegura: “Só eles divulgaram, eles não, ela, que me pediu emprego e por não conseguir fez matéria”, dispara o vereador, acusando levianamente a jornalista Laura Ferreira, uma das integrantes e coordenadora da equipe que é composta por 8 pessoas, em sua maioria, estudantes de Comunicação Social/Rádio e TV da UNEB – Campus XIV. O presidente esqueceu que as rádios locais também repercutiram e que o site Tudonews, um dia após veiculação da reportagem do IC, em seu site opinou, citndo o IC como fonte (para mais detalhes acessem: https://tudonews.com.br/riachao-do-jacuipe-vereadores-precisam-apagar-a-mancha-de-corrupcao-na-camara/).

Além do presidente, o vereador Ninho Motoboy (PSD), arranja logo um jeito de se destacar, quando desdenha do IC, dizendo que se trata de uma imprensa “desconhecida e que ele apesar de receber a convocação não respondeu, pois a jornalista não se identificou”. Nesta fala, o vereador dá mais importância à identificação da profissional, que ele bem conhece, do que ao seu dever de legislador em esclarecer quaisquer denúncias de interesse público. Nem de Aureliano, Zil de Barreiros, Lucas Wiliam e Catarina Roma foram os vereadores que mais convocaram o embate relativo às últimas denúncias de Toninho.

“Em meu conhecimento, eu não estou praticando erros. Mas eu preciso sair da conta dos 13 vereadores que têm recebido ou feito pedido de propinas ou outros atos ilícitos. Quando falamos dos gastos de combustíveis é porque acho injusto as despesas serem divididas para todos. Bancada de situação que viaja em bloco de três ou quatro, o combustível não pode ser rateado entre todos de maneira igual. Estou apenas tentando esclarecer as coisas para a população”, combate as denúncias, o vereador.

“Não posso aceitar as denúncias que aqui foram feitas sobre todos nós”, reforça a vereadora Catarina Roma, lembrando que foi convidada a entrar no gabinete do presidente, mas se recusou: “não fui, pois do gabinete dele prefiro ficar distante”. Lembrando ainda que da porta mesmo fez um único questionamento: se os vereadores teriam garantido o décimo terceiro.

O vereador Nem se congratula com Catarina e diz que os fatos estão sendo distorcidos. O vereador Toninho desmente a vereadora Catarina sobre o que havia denunciado na semana passada em relação ao uso do combustível pelos edis. Na tentativa de explicar se enrola ainda mais sobre a situação entre ele e a vereadora, e chega a citar seu líder Carlos Matos (DEM), como um possível apaziguador, já que, em tese, fazem parte do mesmo grupo.

O vereador tenta se explicar esquecendo da afirmação que fez em tribuna, na última sessão: “vocês estão fazendo isso porque pediram aumento e eu não dei”, disse.

A produção da última reportagem do Imprensa Cheque, por si só, explica estas acusações do presidente a um dos nossos integrantes, visto que Jornalismo com checagem só incomoda uma sociedade omissa e políticos em desacordo com as Leis.

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