Riachão do Jacuípe: Repercute decisão de Zé Filho de não dialogar e servidores podem fazer greve

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Depois de organizar manifestação na terça-feira e ir às ruas, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Riachão do Jacuípe – Sispum – a CUT e Fetrameb mantém posição de  reivindicar direitos já assegurados à classe como mudança de letra e de nível para toda a categoria, além de protestar à resposta ditadora do prefeito Zé Filho que se nega irredutível ao diálogo com a classe, autorizando fechar a cadeados toda a sede da Prefeitura, para não receber as lideranças, entidades estudam novas medias.

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Angustiados desde o início da gestão por terem sido tomados de surpresa em janeiro e fevereiro com cortes de benefícios adquiridos ao longo das atuações, como regência, deslocamento e outros, a categoria representada pelo Sispum tenta agora retomar conversa com a gestão interrompida em junho deste ano. Zé Filho se nega a pagar direitos como mudança de letra e de nível, pago sem nenhum problema pelas gestões anteriores, segundo Maria Rios, presidente do Sispum.

Ainda de acordo com o Sispum, em abril, o prefeito alegou à categoria crise financeira explicando que não tinha condições no momento, mas que em breve pagaria os devidos benefícios, o que não foi cumprido pelo prefeito e que agora toma uma decisão “unilateral e desrespeitosa”, vetando qualquer diálogo com a categoria.

 “Quando o prefeito Zé Filho assumiu ele já sabia de tudo, assim como os outros que se candidataram, caso tivessem ganhado. O problema é que ele agora quer cortar o mal das contas da Prefeitura e do índice de pessoal retirando nossos direitos. Ao invés de enxugar a folha de outra forma, sem ferir direito nossos”, argumenta o professor da rede municipal Francelmo Carneiro.

Francelmo é filiado ao Sindicato da APLB, que não aderiu à paralisação por conta de alguns fatores alegados em ata pela entidade, mas também por orientação do vereador e advogado Lucas Wiliam, segundo o professor.

A APLB, além de justificar a não adesão à Paralisação, promete uma Assembleia no próximo sábado (12) para traçarem um posicionamento.

Os manifestantes liderados pelo SISPUM permaneceram na tarde desta terça-feira até as 17 horas em frente ao gabinete do prefeito, depois de fazerem o percurso Câmara de Vereadores e retorno à sede do SISPUM.

Mais Polêmica

Postagens do secretário de Educação de Riachão, Mário Jorge Marinho, nas redes sociais foram tomadas como ofensivas pela classe. Imediatamente, o Sispum divulgou nota de repúdio. Até o momento, nenhuma nota oficial de esclarecimento foi publicada pela Secretaria nem pelo órgão de Comunicação da Prefeitura.

Após serem recebidos pelo chefe de Gabinete, José Raimundo Martins, que garantiu tentar levar as reivindicações ao prefeito e fazê-lo repensar a postura, os sindicalistas saíram para a sede do Sispum juntamente com membros da CUT, servidores públicos, diretoria e assessoria jurídica do SISPUM para discutirem ações futuras. Ao que tudo indica, segundo a direção do Sindicato, há fortíssimas indicações de greve.

Colaboração Laura Ferreira

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