Ronaldinho Gaúcho e Assis agora são presos no Paraguai

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Atitude foi tomada para evitar que os dois possam sair do país depois decisão de que ambos continuarão sendo investigados

O Procurador Geral do Estado do Paraguai ordenou a prisão do ex-jogador Ronaldinho Gaúcho e o irmão e representante Roberto Assis por usar documentos falsos. Por volta das 21h de sexta-feira, 06/03, (horário de Assunção e de Brasília), a Polícia Nacional do Paraguai anunciou a prisão do ex-jogador de futebol e do irmão. Dessa maneira, as agências policiais paraguaias cumpriram um mandado emitido pela Procuradoria Geral da República.

Ronaldinho e Assis estavam no Sheraton Hotel em Assunção, de propriedade do ex-presidente paraguaio Horacio Cartes; localizado a poucos minutos do Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi. Ambos aguardavam o momento de partir para o terminal do aeroporto deixar o Paraguai, de acordo com as versões divulgadas pela Polícia do Paraguai.

Pouco antes, o juiz Mirko Valinotti, do Tribunal Penal de Garantias da Décima Volta de Assunção, havia decidido rejeitar a abordagem adotada pelo Ministério Público. Essa decisão do magistrado forçou o caso contra os dois a permanecerem abertos ao uso de documentos paraguaios de conteúdo falso.

O juiz Valinotti decidiu que Ronaldinho e o irmão continuariam sendo investigados no caso de produção de documentos falsos. Os promotores Federico Delfino e Alicia Sapriza, encarregados de investigar o suposto uso de documentos de conteúdo falso pelos irmãos Assis, solicitaram uma saída processual, considerando que os irmãos não estavam diretamente envolvidos no evento, mas o juiz decidiu deixá-los nas mãos da resolução do caso pelo Procurador-Geral.

Valinotti disse que Ronaldinho e Assis poderiam deixar o país se quisessem, pois nem sequer foram acusados ?? e não havia medidas cautelares contra eles. Rapidamente, a Procuradoria Geral da República enviou uma retificação do pedido de suspensão do processo. O procurador-geral adjunto, Jorge Sosa, solicitou que o caso permanecesse aberto e que Ronaldinho e Assis continuassem apensos ao processo.