Sem vacinar sequer 30% da população, Rui defende retorno às aulas

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Rui Costa (PT), governador da Bahia

Mesmo sem vacinar sequer 5 mi dos 16 mi de baianos vacinados, governador defender ideia e qualquer município que atingir taxa de ocupação de UTI igual ou inferior a 75% por 5 dias consecutivos poderá retornar às atividades

O governador da Bahia, Rui Costa (PT) se manifestou sobre a volta às aulas presenciais em Salvador. Na capital, conforme decisão da Prefeitura, os alunos da rede municipal e das escolas da rede privada puderam retornar às salas de aula na segunda, 3. Através de rede social, ele defendeu o retorno e afirmou que qualquer município que atingir taxa de ocupação de leitos igual ou inferior a 75% por cinco dias consecutivos pode adotar o modelo de ensino híbrido, que compreende atividades remotas e presenciais. Um novo decreto, assinado nesta terça, estabelece uma margem de segurança de 5%, ou seja, apenas municípios que atingirem 80% após a reabertura deverão suspender as aulas presenciais.

O artigo 4 do decreto estadual nº 20.400, de 18 de abril, estabelecia que as atividades letivas, nas unidades de ensino públicas e particulares, poderiam ocorrer de maneira semipresencial, nos municípios integrantes de Região de Saúde em que a taxa de ocupação de leitos de UTI se mantivesse, por cinco dias consecutivos, igual ou inferior a 75%. Porém, o parágrafo 2º deste mesmo artigo previa que a decisão seria válida para 19 cidades e, entre elas, não constava Salvador.

Na capital baiana, assim como em todo o Páis, não há vacina nem todos os trabalhadores da Educação foram vacinados, muito menos as crianças e adolescentes que podem contrair o vírus e transmitir a idosos ou pessoas com comorbidades.

Ainda na terça, o governo da Bahia afirmou, no entanto, que o decreto foi renovado e teve a redação atualizada no último domingo, 2, para abranger todas as regiões de saúde do estado, sem menção à lista específica de municípios.

Em nota, a prefeitura de Salvador ressaltou que a média de ocupação de leitos de UTI para pacientes com covid-19 na capital obedeceu aos critérios do decreto estadual. Na quarta-feira, 28, a taxa foi de 73%; na quinta, 29, 75%; na sexta, 30, 73%; no sábado, 1º, 72% e, no domingo, 74%. Apenas na segunda, 3, dia da retomada presencial, a taxa foi de 76%.

O comunicado ainda lembra que a retomada da educação em Salvador “está condicionada a uma série de protocolos sanitários, validados junto a entidades como Ministério Público da Bahia (MP-BA), Defensoria (DPE) e Tribunal de Justiça (TJ-BA)”. Esse órgãos trabalham em home office Entre as medidas adotadas para as escolas municipais, está a ocupação máxima de 50% da capacidade de cada sala de aula, marcação de distanciamento no chão e nas carteiras das salas, obrigatoriedade de uso de máscara por toda comunidade escolar, entre outras regras.

Conexão

“Sobre a volta às aulas: a região que estiver com o número de ocupação de leitos abaixo de 75% tem autorização para retornar. Isso será feito com calma, revezamento e segurança. Os estudantes precisam retomar a conexão com a educação e com a escola”, declarou Rui.

Esse número dá uma certa segurança do ponto de vista de margem de 25% de folga em leitos hospitalares. Caso o retorno das aulas impacte no crescimento de casos, o sistema de saúde terá a capacidade de absorver essa demanda. No Diário Oficial de quarta, 5, vamos incluir que, caso após os cinco dias consecutivos em no máximo 75%, houver oscilação, vamos deixar uma margem de 5%. Só volta a fechar quando atingir 80%”, explicou o governador.

Rui disse que isso seria uma medida, entre outros fatores, para evitar a evasão escolar. “A educação é o que transforma a vida de qualquer ser humano. Transformou a minha vida e transforma a vida de milhares de pessoas do mundo inteiro. As crianças e adolescentes estão agora muito mais vulneráveis do que antes da pandemia porque muitos familiares estão tendo que trabalhar e não têm com quem deixar os filhos. Além disso, muitos alunos dependem da merenda escolar e estão perdendo a conexão com a escola. Isso pode significar uma evasão escolar ainda maior do que historicamente nós já temos e ser muito prejudicial para o futuro dessas crianças e adolescentes”, argumentou.

NR.: Temeridade porque a maioria (65% dos baianos) sem vacina e sem imunização o risco de contaminação é grande. Inclusive, hoje as novas variantes infectam crianças e adolescentes e não se sabe as consequências para a saúde deles e quantas pessoas podem contaminar. Primeiro cuidar de vida, sempre foi o discurso de Rui Costa e Bruno Reis, agora negado. E ainda se agrava com a falta de vacinas, um problema em quase todo o Mundo. Porque 80% de UTIs ocupadas é perigoso e 78% não??? 

Yaney Cerqueira, Dr. h.c

Radialista DRT/ BA 06

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