Serra Preta: Câmara derrota Aldinho e exige concurso para Guarda Municipal

2065
Foto: Tudo News

Prefeito é mais uma vez derrotado pelos vereadores e fica obrigado a cumprir a Lei para realizar concurso público

A sessão extraordinária na Câmara Municipal de Serra Preta, cidade que fica na Bacia do Jacuípe a 155 km de Salvador, foi um embate entre os 6 vereadores da oposição na Câmara e a fragilizada base do prefeito Aldinho, do PTN, mais uma vez derrotado no voto porque queria descumprir Lei Federal.

Na pauta, três assuntos: a não realização do concurso para a guarda municipal, autorização para receber o lixo de Anguera e o cheque em branco para o prefeito, que perdeu em todas.

Autorizado a realizar concurso para a Guarda Municipal há dois anos, Aldinho pediu adiamento à Câmara que cedeu por duas vezes por dois anos. Porém, novamente, os desmandos da atual gestão não têm fim.

No penúltimo dia legislativo de 2018, o ‘alcaide’ enviou à Câmara novo pedido para adiar o concu

rso, previsto e obrigatório em Lei Federal, para a contratação de guardas municipais.

Sem prazo, a Câmara não votou. O prefeito disse que foi para a Justiça, alegou que ganhou uma liminar, que nunca foi apresentada ao presidente Gilmar, que atendendo à necessidade da precária segurança pública em Serra Preta, como de resto na Bahia, convocou a sessão extraordinária.

Hoje, a base do prefeito – os vereadores Pastor Magno, Mário Gonçalves, Vomildo, Simão de Sabino e Adilson do Jacú, que não aparece na foto – sem argumento nem base real foi engolida pelos fatos e teve que levar para Aldinho mais três derrotas – o golpe da Guarda Municipal, Lixo por dinheiro e nepotismo e a suplementação orçamentária (um cheque em branco para o prefeito gastar como quisesse o dinheiro do serrapretense).

À sessão, compareceram os agentes comunitários de saúde que receberam o salário sem reajuste em janeiro de 2019, apesar de o governo federal ter repassado a complementação do pisos de R$ 1,250,00.

Com total desfaçatez, Aldinho queria burlar a Lei que criou as guardas municipais para a bel prazer contratar quem ele desejasse, mas foi barrado pelos 6 vereadores de oposição.

Na Tribuna, o vereador Marcos Maduro justificou a negativa e, de novo, denunciou o nepotismo cruzado com Anguera, uma vez que familiares do alcaide fazem de conta que trabalham na cidade vizinha assim como parentes do prefeito de lá são fantasmas em Serra Preta, enquanto Aldinho ele alega estar faltando dinheiro para o essencial.

O professor Maizo foi simples e duro. “Não vou prevaricar. Não dá para rasgar Lei porque sou Legislador. Guarda Municipal tem que ser concursado”. E para simbolizar o ato, ‘rasgou literalmente’ uma cópia da lei que criou esse instrumento para demonstrar a indignação.

O prefeito queria apenas fazer a pura e simples contratação para, sem dúvida, indicar amigos e gente dos vereadores da base.

No voto por 6 a 4, o concurso para a implantação da Guarda Municipal foi mantido. Foram a favor do concurso público, os vereadores Fabrício de Fidelis, Gilmar do Buraco D’água, Marcos Maduro, Professor Maizo, Gilson de Tingui, Roque de Vá.

Yancey Cerqueira,

Radialista DRT/BA 06

COMPARTILHAR