Taxa do rotativo do cartão de crédito cai para 221,4% ao ano

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A taxa de juros do rotativo do cartão de crédito para quem paga o valor mínimo da fatura em dia continuou a cair, em agosto. A taxa chegou a 221,4% ao ano no mês passado, com redução de 2,4 pontos percentuais em relação a julho, de acordo com dados divulgados hoje (27) pelo Banco Central (BC), em Brasília.

Já a taxa cobrada dos consumidores que não pagaram ou atrasaram o pagamento mínimo da fatura subiu 2,1 pontos indo para 506,1% ao ano, em agosto. Com isso, a taxa média da modalidade de crédito ficou em 397,4% ao ano, com queda de 1,6 ponto percentual em relação a julho.

O rotativo é o crédito tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão. Desde abril, os consumidores que não conseguem pagar integralmente a fatura do cartão de crédito só podem ficar no crédito rotativo por 30 dias.

A nova regra, fixada em janeiro pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), obrigou as instituições financeiras a transferirem a dívida para o crédito parcelado, que tem taxas menores. A taxa do crédito parcelado subiu 1,3 ponto percentual para 161% ao ano, em agosto.

Avaliação das mudanças

O chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, avaliou que a medida de restrição do tempo de permanência no rotativo foi efetiva, porque os juros caíram quase pela metade, de março, quando estava em 431,1% ao ano, para 221,4% ao ano, no mês passado.

“A medida nos parece bem-sucedida, alcançando seus objetivos. Mas ainda há questões relacionadas com taxas de juros muito elevadas [do rotativo não regular] e um saldo que permanece lá”, disse.

O saldo do rotativo não regular do cartão continua maior que o daqueles que pagam pelo menos o mínimo da fatura (regular). Em março, o saldo do crédito regular era de R$ 16,815 bilhões e chegou a R$ 12,891 bilhões, em agosto. No caso do não regular, o saldo foi de R$ 21,898 bilhões em março, subiu para R$ 23,138 bilhões em abril e ficou em R$ 20,666 bilhões. No caso do crédito parcelado, com taxas mais altas em relação a outras modalidades de crédito, saiu de R$ 11,272 bilhões, em março, para R$ 16,383 bilhões, em agosto.

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